Psicomotricidade infantil na casa da sua criança. Ela aprende brincando, no espaço onde vive, com a família acompanhando de perto.
Muita família chega aqui sem saber o nome do que está procurando. Sabe só que alguma coisa não está acompanhando. Veja se algum destes sinais parece familiar.
Não é preciso ter diagnóstico para procurar. Boa parte das crianças atendidas nunca passou por uma avaliação. Chegaram porque a professora comentou alguma coisa, porque o pediatra sugeriu atividade física, ou porque os pais simplesmente perceberam que algo estava diferente.
O trabalho é oferecer experiências de movimento em forma de jogo e brincadeira — respeitando a idade, o ritmo e as emoções de cada uma. É assim que o aprendizado acontece.
Uma criança de cinco anos que não consegue segurar o lápis do jeito certo não está sendo desatenta. Falta força na mão, e falta a musculatura que sustenta o braço e o tronco enquanto ela escreve.
Uma criança que não escreve dentro da linha não está sendo desleixada. Ela ainda não organizou a noção de lado — direita e esquerda, em cima e embaixo, na frente e atrás. Sem isso, não existe caminho para a letra seguir.
E uma criança que não acompanha a turma pode simplesmente ter um corpo que ainda não sustenta o que estão pedindo dela.
A psicomotricidade trabalha essa base. Não é aula de educação física e não é fisioterapia: é a construção das habilidades que sustentam tudo o que vem depois — inclusive a matemática, a leitura e a confiança da criança nela mesma.
E tudo isso acontece brincando. Não é força de expressão: cada brincadeira tem um objetivo específico, trabalha uma região, resolve uma coisa. Criança chorando não aprende — ela se bloqueia e não participa. Por isso a sessão precisa ser prazerosa. É brincando que a criança enriquece o próprio repertório motor.
Tudo começa com uma conversa com os pais, para entender a história da criança, a rotina e o que está preocupando. Depois vem a avaliação: durante a sessão, a Sylmara observa como a criança se equilibra, como segura o lápis, se reconhece o próprio corpo, como se organiza no espaço e no tempo.
Dessa observação sai o mapa — quais habilidades já estão firmes e quais precisam ser construídas.
Depois da avaliação, os pais recebem uma devolutiva: o que foi observado, quais habilidades serão trabalhadas e de que forma. A partir dali começa o acompanhamento, respeitando o ritmo de cada criança.
As sessões acontecem em casa, com atividades escolhidas a partir do que a avaliação identificou. Cada brincadeira tem um objetivo, e a criança avança sem perceber que está sendo trabalhada.
Os pais são convidados a acompanhar: observando as atividades e recebendo a orientação de como conduzi-las, a família consegue dar continuidade durante a semana, até o próximo atendimento.
É assim que o trabalho da sessão entra na rotina — e é na rotina que a criança fixa o que aprendeu.
O atendimento é em domicílio, e isso não é um detalhe de logística. É parte do método.
O sofá, a escada, o chão da sala, o próprio quarto. Psicomotricidade é o corpo se organizando no espaço — e o espaço real da criança diz muito mais do que uma sala neutra.
As atividades são mostradas com os objetos que já existem na casa, no lugar onde a rotina acontece. Isso encurta a distância entre ver na sessão e conseguir fazer sozinho.
A rotina não quebra. E para muitas crianças, principalmente no espectro, a rotina é o que sustenta o dia inteiro.
Em ambiente familiar ela não precisa se adaptar ao lugar antes de começar. A primeira sessão já é sessão.
Psicomotricista e profissional de Educação Física.
Formada em Educação Física em 1991, passou as últimas três décadas com crianças em movimento: natação infantil, natação adaptada e atendimento a crianças com deficiência. Em 2019 se especializou em Psicomotricidade. Hoje cursa pós-graduação em ABA e Estratégias Naturalistas e estuda Neurociências do Autismo, para ler cada vez melhor o comportamento das crianças que atende.
Atuou em centros de reabilitação e núcleos terapêuticos, sempre dentro de equipes interdisciplinares, planejando junto com outras terapias para potencializar o resultado de cada criança.
O atendimento é voltado principalmente para crianças de 0 a 7 anos, a fase em que se constrói a base. Crianças mais velhas também são bem-vindas: quanto mais cedo se começa, melhor o desenvolvimento, mas nunca é tarde para começar.
E também crianças sem nenhum diagnóstico, com atraso motor, dificuldade de aprendizagem ou dificuldade de organizar o próprio corpo.
Não encontrou seu bairro? Mande mensagem mesmo assim. Dependendo da distância, dá para conversar.
Não. São trabalhos diferentes e muitas vezes complementares. A psicomotricidade trabalha a relação entre o corpo, a mente e a emoção da criança — como ela se organiza no espaço, como reconhece o próprio corpo, como usa o movimento para aprender e se relacionar.
Não. Você pode marcar a avaliação diretamente.
Pode, e é bem comum. Boa parte das crianças atendidas chegou sem diagnóstico nenhum — só com uma dificuldade que os pais ou a escola perceberam.
Não existe um número fechado: cada criança responde no próprio ritmo. Na devolutiva da avaliação, os pais recebem o plano de trabalho e acompanham a evolução ao longo do processo.
Não. Um espaço livre onde a criança possa se mover com segurança é suficiente. Os materiais necessários são levados para o atendimento.
Sempre que possível, sim. Os pais são convidados a acompanhar, para observar as atividades e entender como repeti-las durante a semana. Não é exigência a cada atendimento, mas é o que faz o trabalho render mais.
O foco é a infância. Para outras faixas etárias, é possível indicar profissionais.
Mande uma mensagem contando o que você tem observado. Não precisa ter certeza de nada — a conversa serve justamente para entender juntos.
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